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Cinderela | Jacob e Wilhelm Grimm | 1812

Era uma vez um homem abastado cuja esposa estava muito doente. Quando ela sentiu que seu fim estava próximo, chamou sua única filha para perto e disse: — Filha amada, se fores boa e fizer suas orações fielmente, Deus sempre a ajudará e eu olharei por você do céu, assim estaremos juntas para sempre. – Então, ela fechou os olhos e expirou. A moça visitava diariamente o túmulo de sua mãe e chorava. Nunca deixava de fazer suas orações. Quando o inverno veio e a neve cobriu o túmulo como um lençol branco e depois, quando o sol apareceu no início da primavera, derretendo-a, o homem rico casou-se novamente. A nova esposa trouxe com ela duas filhas. Eram belas e...

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Rapunzel | Jacob e Wilhelm Grimm | 1812

Era uma vez um homem e uma mulher que há muito tempo desejavam inutilmente ter um filho. Finalmente, a mulher pressentiu que sua fé estava prestes a conceder-lhe o desejo. Na casa deles, havia uma pequena janela na parte dos fundos, pela qual se via um magnífico jardim cheio das mais belas flores e das mais viçosas hortaliças. Em torno deste vasto jardim, erguia-se um muro altíssimo que ninguém se atrevia a escalar, porque tudo pertencia a uma temida e poderosa feiticeira. Um dia, a mulher debruçou-se na janela e, olhando para o jardim, viu um pequeno canteiro onde era plantado rapunzel, um tipo de alface. As folhas pareciam tão frescas e verdes que abriram seu apetite e ela sentiu...

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A Pequena Vendedora de Fósforos | Hans Christian Andersen | 1848

Era véspera de ano-novo. Já estava escurecendo e fazia um frio intenso com a neve caindo. Mas a despeito de todo o frio, e da neve, e da noite que caía rapidamente, via-se uma menininha descalça e de cabeça descoberta. Bem, é verdade que estava usando chinelos quando saíra de casa, mas os chinelos eram muito grandes, pois eram os que a mãe usava, e escaparam-lhe dos pezinhos gelados quando atravessou correndo pela rua para fugir de duas carruagens que vinham em disparada. Não foi possível achar um deles, pois o outro fora apanhado por um rapazinho que saiu correndo, gritando que aquilo ia servir de berço aos seus filhos quando os tivesse. A menina continuou a andar, agora com...

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A Bela adormecida | Jacob e Wilhelm Grimm | 1812

Em tempos passados, viviam um rei e uma rainha que diziam um ao outro, todos os dias de suas vidas:  — Quem dera tivéssemos uma criança!  Ainda assim, eles não concebiam nenhuma. Então, uma vez, quando a rainha estava se banhando, um sapo saltou para fora da água e, agachado no chão, disse-lhe: — Teu desejo será cumprido. Antes que um ano se passe, trarás uma filha ao mundo. Conforme o sapo havia previsto, a rainha deu à luz a uma filha tão linda que o rei não conseguiu se conter de alegria. Ele ordenou uma grande festa e não só convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como também as mulheres sábias, a fim de que pudessem ser gentis e...

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A Bela e a Fera | Jeanne-Marie Leprince de Beaumont | 1756

Era uma vez um rico mercador que tinha seis filhos: três meninos e três meninas. Sendo um homem sensato, ele não poupou despesas na educação das crianças e deu-lhes todo tipo de mestres. Suas filhas eram lindas, especialmente a mais nova; quando ela era pequena, todos a admiravam e a chamavam de A Pequena Bela. Conforme ela cresceu, ainda respondia pelo nome de Bela, o que deixava suas irmãs com muita inveja. A mais jovem, além de muito bonita, era melhor que suas irmãs. As duas mais velhas tinham muito orgulho por serem ricas. Elas se punham ares ridículos; não visitavam outras filhas de mercadores e nem mantinham a companhia de ninguém, exceto pessoas de qualidade. Saíam todos os dias...

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Branca de Neve | Irmãos Grimm | 1812

Certo dia, no mais frio do inverno, quando flocos de neve do tamanho de penas pendiam do céu, uma rainha estava costurando, sentada perto de uma janela com moldura de ébano. Enquanto costurava, olhou para a neve, espetando o dedo na agulha, e três gotas de sangue caíram sobre a neve alvíssima. O vermelho era tão bonito sobre o branco da neve que a rainha exclamou:  — Gostaria de ter uma filha branquinha como a neve, com a boca vermelha como o sangue e os cabelos tão negros como a moldura de ébano da minha janela.  Pouco tempo depois, deu à luz uma menininha que era branca como a neve, tinha os lábios vermelhos como o sangue e os cabelos...

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A Pequena Sereia | Hans Christian Andersen | 1837

Bem no fundo do mar, a água é azul como as pétalas das mais bonitas centáureas e pura como o cristal mais transparente. Mas é profundo, mais profundo do que qualquer âncora pode alcançar. Seria preciso empilhar uma quantidade de torres de igreja, umas sobre as outras, a fim de verificar a distância que vai do fundo à superfície. Lá é a morada do povo do mar. Agora, não pense nem por um instante que não há nada lá além de areia nua e branca. Ó, não! As mais maravilhosas árvores e plantas crescem no fundo do mar. Seus talos e folhas são tão leves que o menor movimento da água faz com eles se agitem, como se estivessem vivos....

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