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A Bela adormecida | Jacob e Wilhelm Grimm | 1812

Em tempos passados, viviam um rei e uma rainha que diziam um ao outro, todos os dias de suas vidas:  — Quem dera tivéssemos uma criança!  Ainda assim, eles não concebiam nenhuma. Então, uma vez, quando a rainha estava se banhando, um sapo saltou para fora da água e, agachado no chão, disse-lhe: — Teu desejo será cumprido. Antes que um ano se passe, trarás uma filha ao mundo. Conforme o sapo havia previsto, a rainha deu à luz a uma filha tão linda que o rei não conseguiu se conter de alegria. Ele ordenou uma grande festa e não só convidou seus parentes, amigos e conhecidos, como também as mulheres sábias, a fim de que pudessem ser gentis e...

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A Bela e a Fera | Jeanne-Marie Leprince de Beaumont | 1756

Era uma vez um rico mercador que tinha seis filhos: três meninos e três meninas. Sendo um homem sensato, ele não poupou despesas na educação das crianças e deu-lhes todo tipo de mestres. Suas filhas eram lindas, especialmente a mais nova; quando ela era pequena, todos a admiravam e a chamavam de A Pequena Bela. Conforme ela cresceu, ainda respondia pelo nome de Bela, o que deixava suas irmãs com muita inveja. A mais jovem, além de muito bonita, era melhor que suas irmãs. As duas mais velhas tinham muito orgulho por serem ricas. Elas se punham ares ridículos; não visitavam outras filhas de mercadores e nem mantinham a companhia de ninguém, exceto pessoas de qualidade. Saíam todos os dias...

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Branca de Neve | Irmãos Grimm | 1812

Certo dia, no mais frio do inverno, quando flocos de neve do tamanho de penas pendiam do céu, uma rainha estava costurando, sentada perto de uma janela com moldura de ébano. Enquanto costurava, olhou para a neve, espetando o dedo na agulha, e três gotas de sangue caíram sobre a neve alvíssima. O vermelho era tão bonito sobre o branco da neve que a rainha exclamou:  — Gostaria de ter uma filha branquinha como a neve, com a boca vermelha como o sangue e os cabelos tão negros como a moldura de ébano da minha janela.  Pouco tempo depois, deu à luz uma menininha que era branca como a neve, tinha os lábios vermelhos como o sangue e os cabelos...

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A Pequena Sereia | Hans Christian Andersen | 1837

Bem no fundo do mar, a água é azul como as pétalas das mais bonitas centáureas e pura como o cristal mais transparente. Mas é profundo, mais profundo do que qualquer âncora pode alcançar. Seria preciso empilhar uma quantidade de torres de igreja, umas sobre as outras, a fim de verificar a distância que vai do fundo à superfície. Lá é a morada do povo do mar. Agora, não pense nem por um instante que não há nada lá além de areia nua e branca. Ó, não! As mais maravilhosas árvores e plantas crescem no fundo do mar. Seus talos e folhas são tão leves que o menor movimento da água faz com eles se agitem, como se estivessem vivos....

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