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20/11/2016

Contos de fadas ganham página completa de jornal


 

A coleção Contos de fadas em suas versões originais, da editora Wish, ganhou página completa no jornal O Povo, no sábado. A jornalista Isabel Costa também é apaixonada pelos contos e fez uma entrevista conosco na semana passada. Confira a página e o artigo:

Contos de fadas em artigo de jornal

 

Em segundo volume de ‘Contos de fadas em suas versões originais’, a Editora Wish aposta na crueldade e na sutileza de histórias clássicas do imaginário infantil

Famosos no mundo inteiro pelos desfechos felizes, os contos de fadasnem sempre foram traduzidos de acordo com os acontecimentos originais. No universo de autores como Hans Christian Andersen e Charles Perrault há muito mais dor, sofrimento, sangue e violência do que o grande público conhece. Ao detectar esta “lacuna no mercado brasileiro”, a produtora editorial Marina Avila resolveu traduzir e publicar essas histórias em suas versões originais. Este mês ela lança, através da Editora Wish, o segundo volume de Contos de Fadas em suas Versões Originais.

livro tem textos amplamente difundidos entre o grande público, como A Bela Adormecida e Os Três Porquinhos. Mas, também, algumas histórias que nunca haviam sido publicadas em português. Entram-se nesse grupo o conto celta Filhos de Lir e o texto Sol, Lua e Talia, que é a versão da original de A Bela Adormecida e datado do século XVII.

“Geralmente, os adaptados adicionaram uma ‘censura infantil’. A maioria retira as partes de sangue, abuso sexual infantil, mutilações, extremo patriarcalismo. Acredito ser justo com os autores apresentar as versões originais para o público. Era o retrato de uma época e não podemos negar este conhecimento aos brasileiros”, explica Marina ao O Povo . Em virtude do caráter sangrento, o livro é indicado para maiores de 18 anos.

O segundo volume da obra foi impresso graças a financiamento coletivo que atingiu 860% da meta. Agora, a Editora Wish se dedica a produção do terceiro livro, que completará a trilogia e trará ao mercado uma nova leva de versões originais. Mais uma campanha de financiamento coletivo deve ser lançada, em fevereiro, para arrecadar verbas para impressão e distribuição.

“Também pesquisamos as imagens de livros muito antigos, datados entre os anos de 1600 e 1900. Algumas são conhecidas e fáceis de achar e outras tivemos de revirar os bancos de dados para saber de quais contos eram, qual o nome do ilustrador e outras informações. Quisemos encontrar as mais raras para nossos leitores”, explica a produtora editorial.

Também fazem parte do segundo volume os contos A Bela AdormecidaOs Cisnes Selvagens,PolegarzinhaA Rainha da NeveO Pequeno PolegarIrmãozinho e IrmãzinhaO Flautista de Hamelin,Os Três Porquinhos e João e Maria. Algumas das histórias, aponta Marina, estão disponíveis em português no mercado, mas com “diferenças dos originais ou adaptações de expressões e nomes de personagens”.

De fato, além de se propor a suprir uma demanda do mercado, os dois volumes já lançados de Contos de Fadas em suas Versões Originaistêm como mérito o fino trato editorial. As capas e as ilustrações antigas foram cuidadosamente escolhidas para transportar os leitores aos lugarejos, vilas e castelos de séculos passados. Outro mérito das publicações é permitir o entendimento de costumes, desejos intrínsecos e modos de vida típicos de outros povos e outras épocas.

“A cultura nórdica ainda está presente em nós e nenhuma aula de história explica, com detalhes, como meninas de 15 anos se apaixonavam por reis e homens mais velhos, por exemplo. Com os contos, podemos entender que, muitas vezes, elas tentavam fugir e outras eram obrigadas a se casar repentinamente. Pouco sabemos também sobre as torturas e sempre imaginamos que eram causadas exclusivamente pela igreja. Com os contos, percebemos que eles tentaram retratar, em parte, o que realmente acontecia, e mutilações, torturas psicológicas e abusos eram comuns e vistos como finais felizes, desde que empregados nos vilões”, diz Marina.

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